Recebemos
sexta passada, 19/04/2013, no dia do índio, a visita da Isabel Carvalho Dimarzio, carinhosamente conhecida
por Tia Isabel.
Tia da
Tia Elaine e vó da Bela, da Duda e do José. Ela nos contou sobre sua
experiência entre os índios.
Um dia um
índio saiu de sua aldeia e andou vários dias, quilômetros e quilômetros para
achar um médico que falava de Jesus. Depois de encontrar o médico e ouvir falar
da Bíblia, o índio pediu para esse médico ir até a aldeia dele para que os que
estavam lá também ouvisse e aprendessem de Jesus, Deus e o seu amor tão grande
por nós.
O médico
prometeu ir até lá e também levar um pastor. E assim aconteceu.
O pastor
ao chegar na aldeia começou a contar as histórias da Bíblia e assim que acabava
de contar uma história os índios falavam “mais” e desta forma o dia se passou e
o pastor tinha que ir embora, mas prometeu voltar.
E foi ae
que Tia Isabel entrou em cena. Ela estava com 23 anos quando recebeu um convite para ensinar aos índios a
ler e escrever na língua portuguesa. Assim os índios poderiam ler a Bíblia. Ela
era professora e aceitou o convite e foi morar entre os índios Macuxis.
Ela
ensinava os adultos e as crianças, de manhã cedo até anoitecer, além de ensinar
o português, Tia Isabel e uma outra missionária que estava na aldeia, começaram
a escrever cartilhas em Macuxis, para que os índios também tivessem as
histórias bíblicas na língua deles e pudessem contar pros seus filhos no seu
próprio idioma. Pra isso,Tia Isabel usava um gravador e ficava ouvindo as
histórias que um índio mais experiente contava e assim ia aprendendo a língua
deles. Os índios eram tão interessados em aprender, que iam cedo caçar falando
e lendo as cartilhas. Algumas índias eram tão aplicadas que ensinavam aos
outros índios e foram reconhecidas pela Secretaria de Ensino como professoras e
passaram a trabalhar numa escola da região.
Tia
Isabel ensinou a muitos e aprendeu que é Deus que coloca o desejo e a
vontade em cada um de nós de conhecê-lO. Ela ficou morando lá por dois anos e
ainda hoje eles estão naquela mesma região. Outros missionários já foram morar
lá e continuar o trabalho de contar para os índios sobre Deus.
Causos
interessante:
Certa
vez, quando foram dormir, Tia Isabel e sua amiga ouviram um barulho enorme no
meio do quarto, como se a rede estivesse se soltando da corda e quando
acenderam a lanterna, viram uma cobra enorme no chão, bem do lado da rede aonde
estavam. Então, gritaram bem alto e os índios vieram matar a cobra. Foi um
susto! E ela agradeceu muito a Deus porque a cobra não caiu no colo dela!
Os índios
não tinham certidão de nascimento e trocavam de nome a qualquer momento, mas
Tia Isabel começou a fazer uma “ficha” para os índios. Ela estimava a data de
nascimento deles e registrava ali. Ela também pedia para que eles escolhessem
um nome para eles, mas avisava que a partir do momento em que escreve esse na
“ficha” eles não mais poderiam trocar o nome. Teve um índio que escolheu o nome
de Monteiro Lobato porque tinha lido e gostado muito das histórias desse
escritor.
Tia
Isabel, muito obrigada pela visita tão gostosa e por nos contar sua história.
Agradecemos muito a Deus por sua vida !

